
A última prova do Challenge Desafio Único decorreu no Circuito de Portimão no Algarve, no fim de semana passado, 20 e 21 de Novembro.Um circuito muito interessante, com um traçado rápido e técnico, sinuoso e com uma topografia distinta, feito de muitas curvas cegas.
Sábado foi dia de treinos livres em condições atmosféricas adversas. Sobretudo neste circuito, chuva implica condução na ponta dos dedos e pézinhos de lã ou não fosse esta uma pista rápida mas de piso muito escorregadio.
Tivemos apenas oportunidade de efectuar os treinos livres oficiais do Desafio, apesar de a grande maioria dos nossos colegas terem aproveitado o track day que se realizou até às 16 horas, experimentado a pista em várias condições de aderência.
Os treinos serviram sobretudo para resolver alguns problemas mecânicos e recordar o traçado com piso molhado!
Domingo começou bem cedo com treinos livres. Eram 8.40 quando arrancamos para meia hora de voltas, com o nosso melhor tempo em 2.44.069. Muito longe dos tempos efectuados naquela sessão. A pista estava a secar à medida que nos aproximavamos dos treinos cronometrados, mas o tempo estava muito incerto. Quando se iniciou a primeira sessão de treinos e entrei para a pista totalmente seca, procurei dar desde logo o meu máximo pois avizinhavam-se novos aguaceiros. 2.32.598 foi a marca conseguida permitindo o 13º lugar da grelha para a manga A.
A manga A ficou marcada por um abalroamento sobre o nosso carro na curva 14, com vários toques à mistura na primeira volta de uma partida rolante. Com uma ida às boxes para arranjar a carroçaria que estava completamente amassada acabei por ter de fazer uma corrida sozinha, perdida que estava qualquer hipotese de pontuar, a duas voltas que estava dos primeiros lugares.
A manga C decorreu com normalidade. A Nadine do 18º posto conseguiu fazer um excelente arranque e discutir o 11º posto na primeira volta. No final da manga logrou o 18º posto que nos permitiu partir daquela posição da grelha para a Manga C final.
A manga C resultou num honroso 15º lugar numa corrida que ficou marcada por uma passagem pelas boxes para cumprir uma penalização, devido a excesso de velocidade nas boxes aquando da troca de piloto. Este desvio pelas boxes fez-nos descer de 10º lugar que ocupavamos num grupo renhido em luta pelos lugares da frente para o 15º final. A nossa melhor volta ficou em 2.30.793, revelando clara melhoria e competitividade da equipa.
Fica a recompensa de continuarmos a ser a única equipa feminina nesta categoria - FEUP 2 - recheada de pilotos consagrados, estreantes com "estrelinha", mas sobretudo homens que não gostam de meninas à frente!
Ficou a vontade de continuar a correr se mais corridas houvessem. Fica a esperança!
O meu muito obrigada a todos os que nos ajudaram:
Ao Mário Quintaneiro por tudo! Pela possibilidade que me deu de correr e de realizar este sonho, por acreditar em nós e estar sempre connosco!
À nossa família, aos nossos amigos e aos nossos patrocinadores:
QF, Porto Canal, Adega Cooperativa de Favaios, Pedra do Couto, Postal Free e Hotel Alvorada.